Negro Gato
(Roberto Carlos)
Composição: Getulio Cortes
MIAAAAAAAAAUUUUU!
Eu sou um negro gato de arrepiar
E essa minha vida
É mesmo de amargar
Só mesmo de um telhado
Aos outros desacato
Eu sou um Negro Gato!
Eu sou um Negro Gato!...
Minha triste história
Vou lhes contar
E depois de ouví-la
Sei que vão chorar
Há tempos eu não sei
O que é um bom prato
Eu sou um Negro Gato!
Eu sou um Negro Gato!...
Sete vidas tenho para viver
Sete chances tenho para vencer
Mas se não comer
Acabo num buraco
Eu sou um Negro Gato!
Eu sou um Negro Gato!...
Um dia lá no morro pobre de mim
Queriam minha pele para tamborim
Apavorado desapareci no mato
Eu sou um Negro Gato!
Eu sou um Negro Gato!...
Auuuuuuuuuuuuu!
Oh! Oh! Oh!
MIAU! MIAU!...
MIAAAAAAAAAUUUUU!
Eu sou um Negro Gato!
Eu sou um Negro Gato!...
Há quem diga que gato é um bicho folgado, trapaceiro, egoísta, interesseiro e o pior: sujo. Eu sou suspeita prá falar porque sou amante desses felinos domésticos que tanto causam divergência de opiniões. Mas, como diz a música acima, vida de gato não é fácil. E essa dureza existe desde a Idade Média. Porém muito antes dessa época, os gatos eram animais adorados, sagrados. Inicialmente no Egito, onde representavam a deusa Bast, depois na Europa, por volta de 900 a.C. Os romanos também entraram na vibe dos egípcios e passaram a cultuar os felinos, sendo estes depois levados a Inglaterra. O Príncipe de Gales, promulgou no século X, leis protegendo os gatos, estabelecendo valores de venda e garantias de compra. Além disso, a pena para quem matasse um gato era paga com trigo. E ainda eram eficientes na caça aos ratos quando surgiu a peste bulbônica. Mas nada disso foi levado em consideração quando sua perseguição teve início, por ser um animal utilizado no culto a deusa pagã Freya. Na Idade Média, quem fosse visto com um gato era acusado de bruxaria e passivo de tortura e morte, por ser considerado a causa de todos os males e catástrofes. Ainda hoje se crê que “encontrar com um gato preto é sinônimo de azar”.
No entando, já estamos no século XXI. Felizmente, os felinos estão voltando a ser aceitos como bons animais de estimação. Ao contrário do que alguns “gatofóbicos” (mais precisamente ailurofóbicos) pensem, eles não são egoístas, porém individualistas. Adoram seu cantinho, sua comidinha, seu espaço e seu dono. Não são trapaceiros. Sabem convencer e negociar. KKKKKKKKKKKKKK Não são folgados. Matam baratas e ratos como nenhum outro bicho. E muito menos sujos. Duvido eles fazerem cocô e deixar exposto!!! Ou simplesmente dormir num lugar sujo!!! Jamais... São vaidosos, espertos, manhosos, faceiros, dorminhocos, adoráveis, carinhosos, solidários, reservados, companheiros, sinceros e têm uma personalidade incrível!!!
Algumas informações foram retiradas do site: http://www.osgatos.com.br/historia.html.
